Marina provoca Tarcísio sobre uso de boné de Trump: "Por que botou?"

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A ex-ministra Marina Silva (Rede) questionou o apoio do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante um discurso feito em um encontro do pré-candidato Fernando Haddad (PT) em Catanduva, interior paulista, na manhã desta sexta-feira (17/7).

“Depois que você é candidata, você pode ter o domicílio eleitoral em qualquer lugar desse país. Daí ele [Tarcísio] vai falar que eu e Simone viemos de outros estados, que ele também veio de outro estado. Tem que se explicar porque botou o chapéu do adversário e porque que é amigo de quem é inimigo do povo brasileiro”, disse a ex-ministra.

Tarcísio comemora posse de Trump em janeiro de 2025

O “chapéu do adversário” em questão diz respeito ao episódio de janeiro de 2025, quando o governador de São Paulo comemorou a vitória de Donald Trump nas eleições norte-americanas usando o boné com os dizeres “Make America Great Again” (torne a América grande novamente, em português). Em suas redes sociais, Tarcísio de Freitas não esconde o apoio ao presidente dos EUA, que já foi alvo de críticas de opositores e aliados.

“Acho que é fundamental compreender um pouco do estilo do presidente americano. É um presidente que vive da economia da atenção. Que gosta de sentar com o chefe de Estado, botar sentado e dizer: ‘Olha, consegui uma vitória’. E ele está querendo colecionar vitórias. Então, por que não entregar algumas vitórias?”, disse o governador paulista durante um evento no mesmo ano, em São Paulo.

A crítica acontece também poucos dias depois que o governo norte-americano fez o anúncio oficial da aplicação do tarifaço de 25% aos produtos brasileiros, que passa a valer a partir do próximo dia 22 de julho. A decisão se baseou em uma investigação do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), que apontou “práticas desleais” do Brasil que prejudicariam empresas e exportadores norte-americanos.

“Não começaram a fazer política em São Paulo”

O questionamento feito por Marina Silva (Rede) nesta sexta-feira (17/7) rebate as recentes críticas feitas no último dia 7 de julho pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) sobre ela e Simone Tebet (PSB), que “não iniciaram a carreita política em São Paulo”. O governador é natural do Rio de Janeiro.

“Com todo respeito às duas candidatas ao Senado dos outros partidos, elas não começaram a fazer política em São Paulo, não elegeram esse Estado para servir. Foram servir o Mato Grosso do Sul e o Acre, e levaram o cartão vermelho do Mato Grosso do Sul e do Acre. Se fossem concorrer por lá, lá não seriam eleitas”,

Marina Silva nasceu no Acre, onde foi eleita vereadora, deputada estadual e senadora. Desde 2022, é deputada federal por São Paulo. Já Simone Tebet atuou como prefeita, deputada estadual, secretária de Estado e vice-governadora no Mato Grosso do Sul, seu local de origem. Ex-ministras no governo Lula, ambas lideram as pesquisas pelas duas vagas ao Senado pela unidade federativa, segundo pesquisa mais recente do Datafolha.

“Pago imposto em São Paulo há 10 anos”

A pré-candidata ao Senado por São Paulo Simone Tebet (PSB) respondeu as críticas feitas pelo governador. “Sou corintiana, não flamenguista, e pago imposto em São Paulo há 10 anos. Não precisei dar endereço alheio para me candidatar”, disse Tebet à CNN — Tarcísio é torcedor do Flamengo.

Intenção de votos para Senado por SP

  • Marina Silva (Rede): 18%
  • Simone Tebet (PSB): 16%
  • Ricardo Salles (Novo): 13%
  • André do Prado (PL): 11%
  • Guilherme Derrite (PP): 10%
  • Paulinho da Força (Solidariedade): 8%
  • Branco/Nulo: 17%
  • Não sabem: 7%



Fonte: Metrópoles

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